Homenagem Póstuma – Dr. Joubert Gonzaga Vieira

Ontem, Antonina e o 29 de Maio, perderam uma das pessoas mais ilustres e representativas de nossa História, Dr. Joubert Gonzaga Vieira.

Deixa além de muita saudade, um linda história de amor, respeito e carinho à nossa cidade, mas também ao nosso clube.

Quem esquecerá das suas participações especiais nos aniversários do nosso querido 29 de Maio ??? Quando contava estórias e mais estórias, e por fim, declamava com os olhos emocionados o Hino do 29 de Maio.

Que Dr. Joubert, descanse em paz, nos braços de Deus, nossos Senhor Jesus Cristo e de nossa Nossa Senhora!

Abaixo, transcrevemos uma entrevista histórica com Dr. Joubert, realizada próximo a data de comemoração dos 90 anos do 29 de Maio.

Esta que ficará registrada para a história de nosso clube e de nossa cidade.

Fique com Deus, Dr. Joubert.

Saudações Vintenoveanas!

E como diria o Dr: “ALE, ALE, ALE…..VINTENOOOOOOVEEEE….VINTENOOOOOVE!

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ENTREVISTA – DR. JOUBERT GONZAGA VIEIRA

No dia 22 de março de 2009, na sede da A. A. 29 de Maio, mais um momento histórico foi protagonizado por este ilustre antoninense, que antes de tudo é um vintenoveano de corpo e alma.

Dr. Joubert Gonzaga Vieira, aos 93 anos de idade, com lucidez e memória privilegiadas, concedeu ao Site Oficial do 29 uma entrevista especial, inaugurando o espaço “Entrevistas”, onde contou histórias do clube, da cidade e de sua vida. Um exemplo em todos os sentidos.

Agradecemos a oportunidade e atenção dada pelo Dr. Joubert e apresentamos a seguir sua entrevista histórica.

Aproveitem.

Fabio Miguel Tavares / Marcio Miguel Tavares

Como foi o seu primeiro contato com a A. A. 29 de Maio?

JGV – Olha, é interessante. Eu nasci 29 de maio. Quando eu me dei por gente, com meus 5 a 6 anos, eu só ouvia falar em Britânia, que era o campeão do Paraná e no 29 que era o campeão de Antonina, além do Matarazzo. Aquilo ficou gravado e o sentimento pelo 29 foi aumentando. Vale ressaltar que quando se fundou o 29, meu pai pertencia ao Itapema, que tinha campo aqui ao lado do 29 e foi a junção do Itapema e do Atlético de Antonina que deu origem ao 29.

Quem eram os fundadores do 29 e o que eles faziam na cidade?

JGV – Eram pessoas com representatividade na cidade. Eram gerentes de firmas importantes, chefes de escritórios, despachantes, pois naquele tempo o movimento em Antonina era muito grande. Eram pessoas importantes na cidade que tornaram o 29 um time de elite.

Tem algum que o Sr. destaque?

JGV – Todos trabalhavam em lugares importantes e havia uma união nos trabalhos para o 29. Liderados pelo presidente, todos contribuíam. Neste tempo, inclusive, eu comecei a atuar quando foi inaugurado este campo, que era cercado de pé de ariticum e mangue e nós entrávamos no 29 pelo mangue. A entrada era aqui pela rua do esteiro (Dr. Mello). Em frente a casa de Ester, cujo filho, Mário, era jogador do 29 e o Petrônio (conhecido como Petrônio Dedão) era quem arrumava a cerca do 29.

Quais outros times já existiam quando o 29 foi fundado?

JGV – Quando da fundação do 29 já existiam outros times como o Matarazzo, que aproveitou a construção do moinho e as pessoas que vieram de São Paulo para montar um time poderoso. Depois tinha o time do União, que era formado por parte da estiva, tinha o Democrata, que tinha o campo onde foi feito o loteamento (onde hoje é a entrada para o bairro da Caixa D´água). O time do Carioca também era um time famoso e que foi formado no bairro da Graciosa.

E como era Antonina na época de 1920, 1930, 1940, que foi uma época de ouro do 29?

JGV – Essa época em Antonina era de ouro também. O porto era um manancial. Mas sofreu as dificuldades impostas pela guerra de 1914. Além disso, teve a revolução de 1924 de São Paulo, tudo isso influía.

Com o término disso tudo, começou o campeonato que por causa desses eventos ficavam prejudicados. E assim, os times iam levando sua vida. Tinha o campo do 29, depois o campo do atlético que foi doado por Edgar Withers próximo ao Clube Náutico. Quando acabou a Costeira (empresa marítima), acabou também o Atlético, o qual Zé Tomas (pai do jogador Jackson e Valter que jogava no 29) era o gerente e o dono do time.

Em Paranaguá, tinha a Liga do Litoral Paranaense e havia uma relação de briga e rivalidade entre antoninenses e parnanguaras, que com um novo presidente da federação que era ligado a Quinco Picanço e ao Aderbal, ao pessoal aqui de Antonina, o presidente da federação conseguiu uma reunião para fazer a liga funcionar.

Então houve uma reunião em Paranaguá, para a reorganização da Liga Desportiva do Litoral, mas essa idéia acabou logo e ficou Liga Antoninense de Futebol e Liga de Paranaguá de Futebol.

Durante esse processo de fundação a briga era grande, naquele tempo eu trabalhava com o Paraná Esportivo (programa de esportes no rádio) e dava as noticias por telefone. Eu também era o 2º secretario do 29 e o primeiro era Chico Barulho. Para esta reunião, não sei porque, a diretoria me delegou poderes para ir a Paranaguá. Eu acho que eles ficaram com medo (risos) e eu fui sozinho mas tudo acabou bem e assim fundamos a nossa liga e o 29 passou a ser fundador da Liga Antoninense de Futebol, acabando com aquela predominância de Paranaguá.

Inclusive os times de Morretes participavam da Liga de Antonina?

JGV – Sim, aqui em Antonina e era interessante porque eles vinham jogar o primeiro turno e se estavam bem, continuavam no segundo turno, senão desistiam. Assim mesmo tivemos jogos bons com o time do Operário e do Cruzeiro, que era mais fraco. Mas com bons jogos e disputa de campeonato.

Naquele tempo, nós tínhamos arquibancada aqui no 29 e eu organizei a torcida uniformizada do 29, então de um lado era só torcida e no lado da arquibancada ficava o restante do povo. Então começava o jogo, os adversários tinham pavor da nossa torcida organizada. A torcida do Matarazzo vinha e pegava o pau e batia no forro da arquibancada para fazer barulho, porque não encobriam os nosso gritos de guerra ( 29…29…29…!). O Zezito Moreira gritava “alê alê…!” e a torcida respondia “guáááá” e vinham os ecos de uma bomba e todos gritavam 29, 29…era fantástico.

O time do 29 era muito bom. Um dos grandes jogadores dessa época foi Segoa, que era um lateral do São Paulo e que o jogador Argentino conheceu em Joinville. Tanto Argentino como Segoa (que deixou de ser jogador para trabalhar na firma em Antonina) foram convidados e jogaram no 29.

Nesta época o time da polícia, que se chamava Nacional, acabou e 23 jogadores vieram para o 29, entre eles o famoso Zurico que era um meia esquerda. O Dom, outro grande jogador da época, foi para o Matarazzo junto com Pintado que era do Cruzeiro. O 29 ficou com Argentino, Dão e Estoquero, um dos maiores center half (naquele tempo era center half, risos). Em 1930 ainda tínhamos os campeões de 1929, que jogava no esquema WU, onde tinha um beck central, beck direito e beck esquerdo, center half, half esquerdo e half direito, além dos atacantes.

O 29 nunca teve goleiros excepcionais, mas me lembro de um que chamava-se Dimas Águidas. O pai dele era delegado e ficava atrás com sua bengala. Naquele tempo, o goleiro não tinha vez e os jogadores entravam maldosamente no goleiro, então eles tinham que pegar a bola e escapar das faltas, pois pulavam com os dois pés neles. Então o pai de Dimas, que era delegado, sentava a bengalalada em quem caía perto dele.

Neste time ainda tinham outros grandes jogadores como o Franklin, que era ponta esquerda, o Polaco que era ponta direita e no Atlético a dupla de ataque era o Máximo e o Prachede (que depois vieram jogar no 29). Isso já na década de 40, onde a “becaria” (linha de becks) do 29 era formada por Dão, que era um senhor beck e Argentino (esta foi a melhor formação), a linha média era Ernane, que veio do Savóia e depois foi para o Atlético Paranaense, Zeno, Estoquero e Segoa. O Estoquero tinha um pé e um chute forte. Era um center half que comandava o time. Hoje chamam de cabeça de área. Mudou o nome mas a categoria de Estoquero é a mesma, mandava no time.

Tinha o Lívio Boto, que era reserva mas jogava um futebolão e o time era Bentinho Baiacu, Edgar (que quebrou a perna num jogo), o meia direita era o Degas, um senhor jogador, o Dereco, que eracenter four (dava a bola pra ele e tinha um chute fabuloso) e o lado esquerdo era Catatau e Zé Costa, que Raul Vidal trouxe do Pinheiral de Palmeira. Jogava ainda o Milagres, que apareceu jogando no Carioca, não foi aproveitado e veio jogar no 29. Era um excelente ponta esquerda e depois jogou na meia com Franklin e também veio Antoninho que era meia esquerda e Delmiro que era um dos maiores half esquerdo da cidade. Eram todos lancheiros que trabalhavam na firma e vieram para o 29 depois de jogar no Matarazzo.

Isso formou o poderoso time que o 29 teve e que foi campeão do estado, onde jogamos em Ponta Grossa com o Olinda, que era o campeão da cidade e com o Operário também, isso em 1939. Eu fui junto, quer dizer, eu só punha o uniforme para entrar em campo e fazia a reportagem.

Eu sou do tempo que íamos de litorina jogar e a litorina tombou e gerou toda uma situação complicada. E aí em setembro já tínhamos um outro time, com o Gigolete, que era batalhista (mas não entendia nada de batalhão). Então, quando o time não estava ganhando, ele pegava uma garrafa e dizia: “ô negada, se não ganhar o jogo, não tem nada!”.

Nesta época, o Atlético era um poderio, era um bom time, tinha a ala direita do Atlético Paranaense com eles pois trabalhavam na Costeira. Também tinham o Leco e o Zeno. O Zeno ficou no 29 e o Leco ficou no Matarazzo, depois foi pro Atlético (apelidado também de batata roxa). Naquele tempo as moças também iam ao estádio e as torcedoras do 29 iam para o campo com a faixa amarela com distintivo do 29 na testa e já tinha uma turma organizada. São algumas das histórias que faziam tudo isso aqui algo inesquecível.

Inclusive nessa viagem teve um acidente, que parece que morreu um jogador?

JGV – Morreu sim. Engraçado que na litorina o que foi substituir um convidado especial do 29, que já morreu por sinal, estudava comigo lá em Curitiba onde eu morava. Então pegamos a litorina e quem foi chefiando a litorina foi o Dr. Felizardo Gomes que era o Secretário da Fazenda na época. O Cadilhe (famoso jornalista José Cadilhe) era meu amigo e não pode ir, então foi esse rapaz foi no seu lugar e sentou comigo.

Na metade da viagem, quando saímos para Ponta-Grossa e nós já saímos com pandeiro, bumbo, já cantando e tocando, o Dereco, pegava no surdo e dizia pra mim, “agora Joubert aquela…” e então eu dizia:“comece”, e ele começava “Amélia”, e fazia assim “Amélia que era molhé de verdade” (risos).

Foi quando a litorina desarticulou-se, esse rapaz morreu, ele trocou comigo de lugar, eu fiquei na ponta e ele ficou na janela, nós trocamos de lugar, a litorina fez aquele jogo e caiu, as malas caíram em cima dele e no pulmão e enterrou as costelas no pulmão, foi o único grave e que morreu no Hospital.

No atendimento vieram o pessoal do Operário, todo mundo veio acudir, também Dr. Felizardo, que era o dono da Embaixada, meu sogro naquele tempo que era chefe de polícia e também já preocupado com a gente. Aí foi aquele tal de pedir socorro pra lá e pra cá e prestaram todo o tipo de assistência.

No dia seguinte, trouxemos o Dereco numa maca, já com a perna engessada, que não pode mais jogar e foi ver o que é que tinha e o jogo não aconteceu. Depois o Iraty veio aqui em Antonina, tem até fotografia quando eles vieram jogar e esse time do 29 já tinha mesclado com os outros times daqui.

E o Time do 29 sempre foi considerado um time de elite?Por qual motivo? Isso ocorreu até qual ano?

JGV – Por que as famílias tradicionais de Antonina todas participavam. De 1940 pra cá isso já se modificou. Por que para jogar no 29 precisava ter “pedigree”. Até era engraçado, os caras tinham que usar no domingo terno azul marinho, sapato de verniz e palheta e gravata borboleta, trajavam-se todos assim. Era o charme né.

Então os outros, por exemplo, Mendes que era um trabalhador mas passou a jogar no 29, era o melhor center-half, que hoje dizem cabeça de área e que comandava o time, era capitão do time. Nesta época, nós tínhamos a tripa pois vinham dois jogadores que eram casados com gente de Antonina mas moravam em Curitiba, Russo era o center-for, goleador e o Pica-pau era meia-esquerda e fazia a ala com Milagres. O Juca Milagres, era magrinho, mas batia um poderoso chute e o Franklin era um time de tanta força. Tinha ainda o Geraldo Batata que trabalhava na Mendes Leão, que era do Egberto de Leão que era do 29 e inclusive foi até presidente do 29. Essa gente toda jogava com amor ao time.

E como era o Joubert jogador?

JGV – (Risos) O  Joubert não passou e não podia passar naquele tempo do 2º time, pois até para jogar no 2º time era duro por que era sábado. Naquele tempo não tinha substituição no time, machucava um e ficava sem. Então eu jogava no sábado e até era divertido porque o Máximo Cordeiro era nosso (Pai de Newton), jogava no 29, mas ele apitava os jogos no sábado, então antes de apitar o jogo diziam pra ele: “quanto você quer? Vai roubar contra nós?”  e ele apitava botava pra fora.

E quando eu não jogava, eu falava “ah, não tem lugar pra mim, então não tem reportagem”. E todos diziam: “Ah ta bom, arranjamos um lugar”. Mas eu jogava bonitinho sabe, calção bem engomadinho, cabelo bem penteado, era o pó de arroz que chamavam na época. Então teve uma época que joguei muito bem, mas no 2º time. Jogava no 1º time quando faltava, mas não podia competir com eles.

Mas o time tinha bons jogadores como o Vitório Carraro, que chamavam a “mocinha”, que meia esquerda veio do infantil-médio do Savóia, veio pra cá professor. Então a turma disse pra mim: “Joubert, tem um cara de Curitiba, um professor, que só você pode falar com ele pra jogar”.

Então eu tava na praça vendo as gurias e acertei: “Sr. Vitório? O senhor joga futebol né? Não quer dar uns chutes? Vamos lá no campo do 29”. Era umas cinco horas da tarde. Veio aqui, jogou e já aprovou, mas jogava muito também!

Era um cara que dava aquele drible que a turma sentava, não era de dar pancada nada. Agora nós tínhamos gente que, por exemplo Olinto, era um center-half esquerdo, quando ele era do 2º time (do primeiro passou pro segundo), ele chegava pra mim e falava: “se você não der entrada bem seu coisa, eu te meto o pé na bunda”. Então ele forçava a gente a entrar no cara sabe.

Tinha tanto jogador bom aqui que a seleção de Antonina deu uma surra na seleção de Paranaguá de 7 x 2, jogando com eles aqui e eles com Catatau, do time do Rio Branco, mas só que aqui sobrava gente, o futebol era bom!

Mas daqui também iam muitos jogadores para times grandes de fora?

JGV – Foi, daqui foi. Degas foi pro América de Belo Horizonte e depois foi pro Rio, mas Deus que me perdoe, mas era safaaaado… (risos). Tinha o Zé Costa, meia esquerda que fazia gols de chales, a bola vinha ele dava de trivela (chales). Teve o Segoa que veio e não quis mais sair daqui. Todos amigos do Abdon, pois eles se davam muito bem (que era presidente e médico também).

Teve também um goleiro, o Carlinhos que tentou ir pro Palestra e pagava pra jogar. Ia treinar de motocicle e saia daqui três horas da tarde pra treinar no Palestra Itália. Fez dois jogos e terminou. Tinha também o Amauri, um goleiro que foi pro Ferroviário também. Os nossos jogadores ficavam por que aqui eles ganhavam bem, estavam empregados e os times de Curitiba não pagavam melhor que aqui.

Pra cá veio o Duia, um assombro de goleiro…mas safaaaado que…(risos). O Atlético Antoninense tinha Bino, Duia, Maravilha e tudo goleiro e o 29 só tinha o Carlinhos, não tinha mais goleiro.

E o 29 disputava outras modalidades?

JGV – Atletismo… estava ele aí, o Petrônio com a turma do 29 correndo, tem até fotografia dele com o Pedroca, Ariel, Branco, todos que corriam …

Tinham outros esportes também?

JGV – Tênis de mesa (Pingue-pong) , teve no 29,  tinha o time do Antonina tinha campeonato e tudo. Tentou-se montar o time de basquete, tinha a turma do basquete mas não teve a quadra e acabou.

E pro senhor qual foi o melhor time da história do 29?

JGV – O time de 1940, sobrava gente e gente boa. Foi campeão disputando com o Matarazzo, que também era um timão, eles tinham recursos mais não sabiam aproveitar os atletas e mesmo assim tinham um grande time.

O senhor lembra da escalação de 1940?

JGV – Bom, em 1940, Formiga e Chiquinho eram os beques, Dorinho, Mendes e Salgadinho, Geraldo Batata, outro Dorinho, Russo, Pica-pau e Zé Luis (era um caixeiro viajante naquele tempo, que vendia sapatos) e sempre estava aqui no domingo, depois passou a morar e era um cara finíssimo.

Dizem que também um grande time foi o de 1956/57?

JGV – Foi. Mas aí eu já estava em Curitiba. Eu trazia gente de Curitiba do meu banco pra jogar aqui. Então eu vinha quando tinha folga. Quando fui promotor em Morretes eu vinha treinar o time aqui do 29, quando eu era treinador sabe.

É um bom time sim, tinha um Jamil que era uma barbaridade! Tinha o Valter ponta-direita, tinha uma turma boa. O Degas já não estava mais, nem o Dereco, mas tinha ainda o Betinho Baiacu e o Edgar, que mesmo com uma perna mais curta que a outra, jogava uma enormidade, era meia-direita.

E nesse período que o Senhor acompanhou bem a vida do 29, quem era o grande clube rival?

JGV – O Atlético. Eram todos rivais, mas o Atlético era questão de família sabe. Tinham famílias que tinha gente do atlético e gente do 29 na família. Então, na hora do almoço, por exemplo, na casa de Chico Pinto, cada um almoçava num horário. Olha, era uma briga tremenda, nós tínhamos o filho de Felichucha, Hamilton Felichucha que era barrolha. Ele fazia uns escritos, tudo junto contando a vitória do 29, chamavam ele de Peseta, porque era barrolha de torcedores. Assim, a nossa torcida quando jogava contra o Atlético ou Matarazzo, eles não ficavam no campo, eles iam tudo pro morro reunir-se lá com Petrônio, João Pinto e Arthur e aqui só ficava eu gritando, Na verdade, ficávamos aqui eu e Didi Cara Preta. Quando Olinto jogava tudo e o 29 fazia gol, nós levantávamos a bandeira aqui e eles de lá levantavam também, era aquela festa com foguete e tudo.

Então, quando terminava o jogo, eles vinham e diziam que era pra não dar azar. Tinha o Oscar Pires que ficava comigo aqui também.

Diziam que esse jogo era conhecido como Fla-Flu antoninense?

JGV – Barbaridade, Fla-Flu Antoninense, era isso mesmo. (emocionado).

Na opinião do Senhor, na história do 29 quais foram os maiores presidentes?

JGV – Olha, eu não posso citar assim, mas tivemos bons presidentes por que todos eles eram dedicados. Dudu, Iphigênio Bonifácio de Almeida, esse carregou o time nas costas e muitos e muitos outros.

Depois veio o Osni, um construtor do Estado, que conseguiu com Lanchoque, que era secretário de Estado, que quando arrumaram o Grupo Brasílio Machado, ele também conseguiu o muro do 29, foi ele que conseguiu.

Mas todos eles foram bons. Agora presidente de time que dava incentivo foi Dr. Abdon, ele dava um incentivo com uma conversa maravilhosa, era um motivador.

E a arquibancada foi construída na gestão de quem?

JGV – Foi na gestão antes de 40, em 1939. Engraçado que Edgar era do Atlético aí pra terminar a arquibancada o 29 precisava de dinheiro e todos se esforçavam para dar.

Foi na gestão do Dr. Abdon ou foi antes?

JGV – Eu acho que foi na gestão de Abdon. Joaquim era treinador do time. E então Edgar Whiters chegou pra ele e disse: “o que está acontecendo?”. Então ele deu uma importância em dinheiro e deu as madeiras pra terminar a arquibancada. E era do Atlético mas ele estava fazendo pra Antonina, era bacana as arquibancadas do 29. A entrada também Chico Pinto armou tudo bonito.

E o nome do estádio é Francisco Pinto? E quem era Francisco Pinto?

JGV – Chico Pinto, era pai de Maninho de Seleni, era um vintenoveano de nascimento, Nhá Cota era mulher dele. Ela tinha um genro que era Ari do Atlético, que era casado com Seleninha (filha) e ele só gostava de por fogo na rivalidade.

E ele jogou no 29?

JGV – Não, era só “venenoso” mesmo.

E o Ari fazia o que na cidade?

JGV – Trabalhava na Coletoria (impostos). Essa turma do Atlético era tudo da Coletoria e da Costeira. Quando morreu o Henrique Lage, o Atlético ia jogar com o Ypiranga, ele trabalhava também lá e foi uma festa do pessoal do Atlético, porque morreu o Henrique Lage do Ypiranga. No entanto, morreu o Henrique Lage e acabou o time do Atlético, pois acabou a Costeira (que era ajudava o Atlético), acabou até a Loyd Nacional, acabou tudo e só ficou o 29, com o Matarazzo.

Tem algumas fotos antigas do aniversário de Antonina, que os clubes desfilavam, como era isso?

JGV – Desfilavam. Nesta época o 29, através do Dr. Felizardo (era época da guerra) mandou fazer uma camisa de uniforme pro 29 de algodão bisterizado. Naquela época era seda. Então ele punha amarelo de medo da guerra, e no uniforme entre o verde e amarelo, tinha uma fita branca, era o uniforme tricolor. Isso depois que acabou a guerra já mudou.

Então aquela camisa tricolor é por causa disto?

JGV – E no dia da estréia foi um espetáculo, o 29 de camisa de seda jogando com os outros. Daí era pó de arroz pra cá e deu uma briga pois queriam rasgar a camisa e o time do 29 saiu correndo. O Estoquero acabou com o jogo. Então era por isso. Nos desfiles iam os diretores, com a camisa do 29 e também o time do 29 desfilava e nós sempre em 1ºlugar. A Dona Cota sempre dizia: “ta parecendo um sol raiando, tá bonito, apareceu o 29 na frente. Depois vêm aí uma coisarada…”.

Era uma rivalidade, veja só, todos desfilavam: Ypiranga, Atlético Antoninense, mas o 29 vinha em 1ºlugar.

E como foi a História do Hino do 29?

JGV – O hino do 29 nós aprendemos com Mamarracho quando jogava no Palestra, que veio de São Paulo, aí veio pro Matarazzo e depois ficou no 29. O Mamarracho, o Bota, o Botão e o Mapinha, que era do Atlético e do Matarazzo e depois vieram jogar no 29 e Sardinha, era meia-esquerda do Palestra veio jogar pra nós. Eles é que fizeram o hino do Palestra, daí falaram: “espera lá, vamos fazer o hino pro 29”, foi assim que foi criado o hino do 29.

O senhor lembra em que época foi isso?

JGV – Olha quando comecei no 29, já cantavam o hino. De 1929 pra cá, aí quando eu era guri, já era cantado o hino “Em nosso peito temos …”.

E o 29 têm outros símbolos, como o Pavão, isso é antigo também?

JGV – Não o Pavão é recente. Por sinal muito bonito o hino, mas só tem uma coisa que eu não concordei, porque o rapaz fez “Sai Pavão, sai de cima do telhado, deixa o 29 dormir um sono sossegado…”. Espera lá, não bastasse o Brasil “deitado eternamente em berço esplêndido”, muda isso aí.

Por causa disso eu encrenquei, isso não é hino, isso é grito de guerra na arquibancada, nós cantávamos na arquibancada “quem vêm de lá, quem vêm de cá…”. Bonito, mas não pra hino, hino mesmo que mexe com a gente é o “Em nosso peito temos…” aí no final gritavam “Alê, Alê” e a turma gritava “guáááá” e depois “Vintenove, Vintenove”, daí faziam o adversário tremer.

Mas tem uma coisa muito importante, os adversários do 29 sempre foram festejados porque todos ficavam contra o 29, mas vinham na festa . Era interessante.

Festa do 29 ali no Marreiro (Bar do Marreiro), o chopp corria. Eram barris de chopp e corria como chuva. E fazia-se festa e não tinha esculhambação. Naquele tempo, também tinha o Colatino que era delegado e morava em cima e acompanhava o 29 e sentava a bengala se tivesse briga.

E como que o senhor imagina o 29, quando completar 100 anos de fundação?

JGV – Espero que a área social continue brilhando como sempre e jamais seja esquecida. Eu estou fazendo esforços para valorizar a data e o motivo da fundação do 29. A vitória da seleção do Brasil em 29 de Maio precisa se perpetuar como uma grande festa. Essa data que foi um sucesso em virtude da comemoração do primeiro campeonato internacional que o Brasil ganhou e se fundou o 29.

Até hoje no Brasil, só tem um time que é o 29 de Maio, agora todo dia 29 de Maio nós festejamos esta data importante. Mas tem que ser incluída essa seleção que venceu em 1919, por que só mostram a seleção de cinqüenta anos pra cá e, no entanto desde 1919 que a Seleção Brasileira teve o primeiro título internacional, a história deveria ser contada também e até ter uma estrelinha de ouro, pois foi o começo de tudo.

Quem está cooperando comigo é o jornalista Vinícius Coelho. Estamos conversando muito, por quê ele conhece muita gente.

E tem algum fato pitoresco ficou marcado?

JGV – Muitos e como diz a Regina Peixoto, eu sou a única enciclopédia viva de Antonina, mas eu digo a ela: “conto o que eu passei, não invento”. Por exemplo, a Apinagés, eu acompanho o bloco desde 1924, quando saiu na rua a primeira vez. Eu, o Thiago Peixoto e o Moacir Guararanga tínhamos o nosso hino para desfilar no Apinagés. Quando vinha o carnaval com a gurizada, a nossa pena era de saco de alumínio e desde então eu sei do Apinagés.

Campeonato de Masters 2016

No próximo Domingo, teremos mais uma rodada do 31ºCampeonato de Futebol MASTERS 2016, organizado pela  ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA 29 DE MAIO, o melhor futebol MASTERS DO LITORAL!

Por isso, antoninense compareça e prestigie todos os Domingos pela manhã o melhor do futebol Masters da cidade.

Como já é tradição,  o Campeonato têm-se caracterizado pelo equilíbrio, muito disputa e muitos gols.

Ánalise da Rodada

  • Gallos Bar está na liderança, mas tem a companhia do Pague Menos, ambos com o mesmo número de pontos e de jogos;
  • Portinho é a grande surpresa até o momento, pode chegar a liderança, pois está em terceiro lugar,mais possui um jogo a menos;
  • A briga pela 4º vaga no Quadrangular Final promete esquentar, especialmente entre Sombreiro, Sovaco da Cobra, Guapê e Caixa d’Água;

Abaixo, a próxima Rodada:

Domingo – 21/08/2016

 

Guapê x Gallos Bar

Portinho x Pague Menos

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A GRANDE NOVIDADE AGORA, É QUE VOCÊ PODE ACOMPANHAR TODOS OS DETALHES DO CAMPEONATO ATRAVÉS DO ENDEREÇO ABAIXO:

  • TABELA DO CAMPEONATO;
  • JOGOS;
  • ESTATÍTICAS;
  • DETALHES DOS JOGOS;
  • DETALHES DE CADA EQUIPE, SEUS JOGOS E JOGADORES.

ACESSE E O ENDEREÇO ABAIXO E CONFIRA

http://www.webcup.com.br/

NA OPÇÃO PESQUISAR ESCREVA 29 DE MAIO

EM PRIMEIRA OPÇÃO, ACESSE 29 DE MAIO – MASTERS

Campeonato de Masters 2016

No próximo Domingo, teremos mais uma rodada do 31ºCampeonato de Futebol MASTERS 2016, organizado pela  ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA 29 DE MAIO, o melhor futebol MASTERS DO LITORAL!

Por isso, antoninense compareça e prestigie todos os Domingos pela manhã o melhor do futebol Masters da cidade.

Como já é tradição,  o Campeonato têm-se caracterizado pelo equilíbrio, muito disputa e muitos gols.

Abaixo, alguns destaques do Campeonato:

  • Gallos Bar, como sempre, mostra que é time de chegada, e está na liderança. Novamente deve ser o time a ser batido, sendo o grande favorito;
  • Pague Menos, Portinho, Sombreiro e Sovaco da Cobra, demonstraram muito equilíbrio e competitividade, e são os grandes candidatos a tentarem bater o Gallos Bar;
  • Guapê e Caixa d’Água, são times tradicionais no Campeonato e correm por fora neste momento na disputa;
  • Melhor Ataque neste momento para a equipe do Portinho com 15 gols em 4 jogos;
  • Melhor Defesa, para Portinho, Sombreiro e Caixa d’ Água com 6 gols tomados;
  • Destaque para os Artilheiros do Campeonato até o momento: Robson Gaspar (Gallos Bar e Luciano Gabriel (Guapê), com 5 gols.

Abaixo, a próxima Rodada:

Domingo – 14/08/2016

Sombreiro x Pague Menos

Caixa d’ Água x Morretes

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A GRANDE NOVIDADE AGORA, É QUE VOCÊ PODE ACOMPANHAR TODOS OS DETALHES DO CAMPEONATO ATRAVÉS DO ENDEREÇO ABAIXO:

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EM PRIMEIRA OPÇÃO, ACESSE 29 DE MAIO – MASTERS

 

 

6º Rodada – Campeonato de Masters – 2016

No próximo Domingo, teremos mais uma rodada do 31ºCampeonato de Futebol MASTERS 2016, organizado pela  ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA 29 DE MAIO.

Por isso, antoninense compareça e prestigie todos os Domingos pela manhã o melhor do futebol Masters da cidade.

PARTICIPANTES DO MASTERS: Gallos Bar, Sombreiro, Thiago Peixoto, Portinho, Guapê, Caixa D”Água, Pague Menos, Morretes, Sovaco da Cobra,

Abaixo, os resultados dos jogos:

 CAMPEONATO DE FUTEBOL DE  2016 – MASTERS

1ª RODADA – Domingo – 05/06
Sombreiro 6 x 0 Morretes
Pague Menos 4 x 3 Sovaco da Cobra
2ª RODADA – Domingo 12/06

Gallos Bar 3 x 2 Portinho

Guapê 3 x 1 Thiago Peixoto

3ª RODADA – Domingo 19/06

Caixa D’ Agua x Sovaco da Cobra

Morretes x Portinho

4º RODADA – Domingo 26/06

PAGUE MENOS 3 X 2 GUAPÊ

GALLOS BAR      2 X 0 THIAGO PEIXOTO

5ª RODADA – Domingo 03/07

PORTINHO 4 x 2 SOMBREIRO

GUAPÊ 1 X 0 CAIXA D’ÁGUA

6ª RODADA – Domingo 10/07

MORRETES          X  THIAGO PEIXOTO

PAGUA MENOS  X  GALLOS BAR

CLASSIFICAÇÃO ATUALIZADA

EQUIPE POS. JOGO P.GANHO VITÓRIA EMPATE DERROTA DISC. OBS
Pague Menos 2 6 2 0 0 20
Gallos Bar 2 6 2 0 0 25
Guapê 3 6 2 0 1 40
Portinho 3 6 2 0 1 45
Sombreiro 2 3 1 0 1 10
Sovaco da Cobra 2 3 1 0 1 45
Thiago Peixoto 2 0 0 0 2 10
Morretes 2 0 0 0 2 30
 Caixa D’Agua  9º  2  0  0  0  2  35

 

COMISSÃO

“AS MAIORES VITÓRIAS ESTÃO ESCONDIDAS NOS APARENTES FRACASSOS”

A.A. 29 DE MAIO COMEMORA 97 ANOS

No dia de hoje 29/05/2016 o nosso clube comemora 97 anos de sua fundação, uma vida inteira dedicada ao esporte antoninense que merece ser valorizada por todos os vintenoveanos e esportistas de nossa cidade.

Salve a Associação Atlética 29 de Maio!

Honra e Glória do Esporte de Antonina!

Abaixo toda descrição da partida que motivou a fundação de nosso clube.

A final mais longa da história: a batalha sul-americana

Brasil e Uruguai fizeram ótimo duelo na final

O futebol brasileiro ainda era uma incógnita naqueles tempos. O Uruguai era a potência do continente e reconhecido como uma das melhores equipes do mundo. Afinal, era o atual bicampeão sul-americano, derrotando o Brasil nas duas edições anteriores do campeonato. E seria bicampeão olímpico em 1924 e 28. A expectativa pela revanche era grande. Nenhum brasileiro queria perder novamente. O mundo passava por um momento de exaltação dos nacionalismos, e o duelo ultrapassava as quatro linhas. Os jornais brasileiros sabiam que o novo confronto, mesmo no Rio de Janeiro, seria uma verdadeira batalha.

Desde das 11h daquela quinta-feira do dia 29 de Maio de 1919, três horas antes da partida, muitas bandeiras eram vistas pelos morros adjacentes. O governo decretou ponto facultativo nas repartições públicas. Bancos e casas comerciais também fecharam as portas. Não se falava de outro assunto na cidade. Veio então a partida, embelezada pelo surpreendente número de senhoras nas arquibancadas, muito maior do que nos jogos anteriores. Durante os 90 minutos regulamentares, nada de gol. A partida foi para a prorrogação. Após 30 minutos, o placar continuava zerado. Os torcedores estavam tensos nas arquibancadas, os jogadores estavam exaustos em campo.

Foi preciso uma segunda prorrogação de mais 30 minutos. E foi aí que o artilheiro Friedenreich fez a diferença. Aos 3 minutos, Neco correu pela direita e lançou a bola para a área. Heitor recebeu e arriscou o chute, espalmado por Saporiti. A bola caiu nos pés do goleador brasileiro, que chutou à meia altura: 1 a 0. A torcida foi ao delírio nas arquibancadas. De tão marcante, aquele momento histórico virou até música. Foi eternizado por Pixinguinha em um chorinho que teve como título o placar do jogo: “É a bola, é a bola, é a bola / É a bola e o gol! / Numa jogada emocionante / O nosso time venceu por um a zero / E a torcida vibrou.”  Após 150 minutos de disputa, o Brasil erguia a sua primeira taça de expressão. Estava plantada a semente para um futuro grandioso.

EM VIRTUDE DESSA HISTÓRICA VITÓRIA OCORRIDA NO DIA 29 DE MAIO DE 1919, OCORRIA EM ANTONINA A FUNDAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA 29 DE MAIO COMO DESCRITO ABAIXO NA ATA DE FUNDAÇÃO.

Abaixo, a ata de fundação do clube.

“Associação Athlética 29 de Maio

Cores: Verde, Amarello e Branco

Acta de Fundação:

Ao primeiro dia de junho de mil novecentos e dezenove (1919) às oito horas da noite, no Bar Capelista, reunidos em secção as seguintes pessoas: senhores João Nascimento, Luiz Collaferro, João da Costa Pinto, Heitor Carvalho, Euclydes Rocha, Manoel Gordiano de Castro, Luiz Alves e Iphigenio Bonifácio de Almeida, ficou deliberado de comum accordo a formação de um club sportivo com o nome de Associação Athlética 29 de Maio. Foi escolhido este nome como homenagem a estrondosa victoria alcançada pelos nossos sportemen patrícios no grande certamen e grande Campeonato Sul-americano de Foot Ball, realizado na Capital da República. Fica também designado o dia oito do corrente para uma outra secção para ser eleita a Diretoria que deverá dirigir os destinos desta Associação até junho de mil novecentos e vinte (1920). Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a secção, tendo todos os presentes assignados esta acta por mim feita e igulamente assignada. Eu João da Costa Pinto, servindo de Secretário assignei: João da Costa Pinto, Iphigenio Bonifácio de Almeida, Heitor Carvalho, João Nascimento, Luiz Collaferro, Euclydes da Rocha, Luiz Alves, Manoel Gordiano de Castro e Egberto de Leão.” (Transcrição da Ata de Fundação)

Os números de 2015

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2015 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 4.900 vezes em 2015. Se fosse um comboio, eram precisas 4 viagens para que toda gente o visitasse.

Clique aqui para ver o relatório completo

CAMPEONATO DE FUTEBOL MASTERS

Começou no último dia 21/06/2015 o campeonato de futebol MASTERS 2015, organizado pela  ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA 29 DE MAIO.

Infelizmente nas semanas seguintes devidos às chuvas que castigaram a cidade, as rodadas foram adiadas, mas os campeonatos foram retomados no último final de semana, com grandes jogos e com destaque para a grande presença de público no Estádio Francisco Pinto, demonstrando que o antoninense adora futebol.

Por isso, antoninense neste sábado tem mais…

PARTICIPANTES DO MASTERS: Gallos Bar, Pinga Fogo, Arrumadores, Sombreiro, Thiago Peixoto, Portinho, Laranjeira, Guapê e Caixa Dagua

Abaixo o regulamento do Masters:

REGULAMENTO masters 2015

Abaixo a tabela dos Campeonatos de Masters:

Tabela 2015 MASTER 

Abaixo, os resultados dos jogos, bem como a classificação dos campeonatos:

 CAMPEONATO DE FUTEBOL DE  2015 – MASTERS

1ª RODADA – SÁBADO – 21/06
GALLOS BAR 5 X 0  PINGA FOGO
ARRUMADORES  W X 0 SOMBREIRO
2ª RODADA – SÁBADO – 12/07/2015

THIAGO PEIXOTO   1   X   1    PORTINHO

LARANJEIRA             3   X   0    GUAPÊ

3ª RODADA – SÁBADO – 19/07/2015

CAIXA DAGUA    X    SOMBREIRO

GALLOS BAR       X    PORTINHO

CLASSIFICAÇÃO

EQUIPE POS. JOGO P.GANHO VITÓRIA EMPATE DERROTA DISC. OBS
GALLOS BAR 1 3 1 0 0 0
ARRUMADORES 1 3 1 0 0 0
LARANJEIRA 1 3 1 0 0 30
PORTINHO 1 1 0 1 0 10
THIAGO PEIXOTO 1 1 0 1 0 10
SOMBREIRO 1 0 0 0 1 100
PINGA FOGO 1 0 0 0 1 15
GUAPÊ 1 0 0 0 1 20
ARTILHEIRO: 1º) LEANDRO (GALLOS BAR) ……………………………………………………………………………………………………….02  GOLS

Obs: Os horários dos jogos,  serão os seguintes: 1º jogo início às  09:45 horas c/tolerância de 15 minutos, o início do 2º jogo  será  após o término do primeiro.

DEPARTAMENTO DE ESPORTES

COMPAREÇA E PRESTIGIE O FUTEBOL ANTONINENSE!