Fatos e Curiosidades

JOGO HISTÓRICO – 1970

A.A. 29 DE MAIO 0 X 0 ÁGUA VERDE (CTBA)

A Associação Atlética29 de Maio realizou muitos jogos amistosos na sua história, mas sem dúvida nenhuma um dos jogos marcantes foi o amistoso em 1970 contra a equipe do Água Verde de Curitiba (um dos clubes que deu origem ao atual Paraná Clube).

E não foi pelo resultado, que acabou sem gols, mas pela particpação de ilustres jogadores da história do futebol Brasileiro e Mundial defendendo as cores do 29 de Maio.

Nada mais, nada menos que jogadores do quilate de: Djalma Santos, Zequinha, Sicupira, Jair Henrique e outros.

Confira abaixo a foto clássica desse time e depois confira a ficha técnica de alguns desse jogadores:

 1970

DJALMA SANTOS

Foi um dos melhores laterais-direitos de toda história e disputou mais de cem partidas pela Seleção Brasileira de Futebol, incluídas as copas de 1954, 1958, 1962 e 1966.

Na final da Copa do Mundo de 1958 entrou no lugar do titular De Sordi, contundido e, em apenas noventa minutos, foi eleito o melhor jogador da posição no Mundial.

Djalma fez história nos três grandes clubes por onde passou, jogador exemplar, jamais foi expulso de campo. Na Portuguesa, fez parte de uma das melhores equipes do clube em todos os tempos – ao lado de jogadores como Pinga, Julinho Botelho e Brandãozinho, conquistou o Torneio Rio-São Paulo em 1952 e 1955 e Fita Azul em 1951 e 1953. É também o segundo maior recordista de jogos disputados pelo clube, 434 no total, ficando atrás apenas de Capitão, com 496 partidas.

No Palmeiras, com 498 jogos, é o sétimo jogador que mais vestiu a camisa do palestra, conquistou o Campeonato Paulista em 1959, 1963 e 1966; a Taça Brasil em 1960 e 1967 e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 1967, torneios que classificam para a Libertadores da América, e, além disso, venceu o Torneio Rio-São Paulo em 1965.

Em 1963, foi o único brasileiro a integrar a seleção da FIFA que enfrentou a Inglaterra em um amistoso no estádio de Wembley, na Inglaterra.

Pelo Atlético Paranaense, o lateral jogou até os 42 anos de idade, outro verdadeiro recorde para jogadores de futebol.

Realizou partidas memoráveis pelo Atlético. Mesmo com 40 anos, ainda tinha um fôlego impressionante e cobrava dos colegas mais preguiçosos. Com essa inspiração, o Atlético foi campeão paranaense de 1970, um dos títulos mais comemorados da história. Djalma teve participação decisiva. Atuava com sabedoria: quando pegava um ponta-esquerda muito veloz, trocava de posição com Julio e ia jogar na esquerda, onde tinha mais tempo para exibir seu belo futebol. Deixou uma marca incrível no Atlético e não viveu apenas da fama de bicampeão mundial. Despediu-se do futebol em 21 de janeiro de 1971, prestes a completar 42 anos, em um jogo contra o Grêmio. Teve uma atuação soberba, digna de toda a sua brilhante carreira.

Uma jogada que sempre fazia era a forte cobrança do arremesso lateral, jogando a bola sempre dentro da área adversária. Segundo ele, tinha um problema na mão provocado por um acidente de trabalho,o que fazia com que jogasse a bola sempre para a frente.

Atualmente, Djalma Santos vive com sua esposa, Esmeralda Santos, na cidade de Uberaba, Minas Gerais.

ZEQUINHA

Faleceu na noite do último sábado (25/07/2009), no Recife, o ex-jogador José Ferreira Franco, mais conhecido como Zequinha. Após um mal-estar foi constatado falência múltipla dos órgãos. O sepultamento aconteceu às 11h00 desta segunda-feira, em Recife.

Zequinha nasceu no Recife em 18 de novembro de 1934. Começou no futebol em 1954, no Auto Esporte da Paraíba. O volante se transferiu para o Palmeiras em 1958, onde sagrou-se Super-Campeão Paulista em 1959 diante do Santos de Pelé. Fez parte da seleção brasileira de 1962 que ganhou a Copa do Mundo do Chile.

Em 10 anos atuando no Verdão, fez 417 jogos e marcou 40 gols. Conquistou os seguintes títulos: Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1967), Taça Brasil (1960 e 1967), Torneio Rio-São Paulo (1965) e Campeonato Paulista ( 1959, 1963 e 1966).

Carreira:
1954-1955: Auto Esporte-PB
1955-1957: Santa Cruz-PE
1958-1965: Palmeiras
1965: Fluminense-RJ
1965-1968: Palmeiras
1968-1970: Atletico-PR
1970: Náutico–PE

SICUPIRA

“O craque da 8”. É assim que muitos atleticanos resumem a trajetória de Sicupira no rubro-negro. Como se ele houvesse sido o único jogador a ter vestido essa camisa. O eterno dono da camisa número 8. E não é por acaso. Em oito anos de Atlético, Sicupira marcou 154 gols, tornando-se o maior artilheiro da história do clube. A partir do momento em que vestiu as cores rubro-negras, deixou a sina de que o craque do time seria o dono da 8.

Barcímio Sicupira Júnior passou a infância dentro da Baixada, participando de torneios amadores promovidos pelo Atlético. Porém, por influência paterna, afastou-se do clube, iniciando a carreira profissional no Ferroviário. Em 64, foi jogar no Botafogo, no super-time que contava com estrelas como Garrincha, Didi, Zagalo e Nilton Santos. E, convivendo com tantos craques do futebol brasileiro, Sicupira foi logo aprendendo as lições e os atalhos para se consagrar como um dos maiores jogadores da história do Atlético.

Em 1966, transferiu-se para o Botafogo de Ribeirão Preto. Dois anos depois, um médico torcedor do Coritiba fez o convite para que ele voltasse para a capital paranaense. A proposta tentadora motivou o jogador. Mas, como o grupo coxa-branca estava muito envolvido com a disputa do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, não deu importância ao projeto de craque. Certamente, arrependeram-se anos depois…

Seu passe acabou sendo adquirido pelo atleticano Airton Araújo, que o doou para o clube. Com a camisa atleticana, Sicupira viveu a glória no esporte. Acostumado aos grandes times, manteve a tradição integrando a “seleção” montada por Jofre Cabral e Silva, ao lado de Djalma Santos, Bellini, Zé Roberto, Nilson, Dorval. Um timaço.

Logo em sua estréia no Atlético, deu o cartão de visitas para o torcedor, deixando a certeza de que ali nascia um dos maiores craques da história do clube. Era o dia 2 de setembro de 1968, num jogo contra o São Paulo, na Vila Capanema. Sicupira marcou, de bicicleta, o primeiro dos 154 gols que marcaria com a camisa atleticana, garantindo o empate por 1 a 1. E essa foi apenas a primeira pirotécnica protagonizada por ele, especialista em fazer jogadas que chamavam atenção da torcida: gols de voleio, peixinho, calcanhar, bicicleta, sem-pulo, virada, de cabeça, perna direita, esquerda… Tudo parecia muito simples quando caía em seus pés.

Apesar dos muitos gols que marcou pelo Atlético, Sicupira conquistou apenas um título pelo clube, o Paranaense de 1970, quando marcou 20 gols e foi o artilheiro da competição. Em 72, repetiu a dose, marcando 29 gols e sagrando-se o principal goleador do Estado.

Naquele mesmo ano , o Atlético decidiu emprestar os gols do craque ao Corinthians, para a disputa do Campeonato Brasileiro. Retornou ao Furacão, onde encerrou a carreira em dezembro de 75. Depois que pendurou as chuteiras, decidiu exercer a profissão de professor de educação física. Em 78, teve uma meteórica passagem como treinador do Atlético, mas preferiu seguir a carreira de comentarista esportivo.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: