Baú do Futebol Antoninense

FUNDAÇÃO DO 29 DE MAIO – PARTE II

O Rio foi contagiado pelo ambiente futebolístico, e o estádio das Laranjeiras ficou lotado

O estádio das Laranjeiras, na sede do Fluminense, foi especialmente construído para a realização do Campeonato Sul-Americano de 1919. Quando as delegações de Chile, Argentina e Uruguai desembarcaram de navio na Praça Mauá (Rio de Janeiro), já havia um palco estruturado para recebê-los. A equipe brasileira estava concentrada para o início da competição, apostando em craques como o goleiro Marcos de Mendonça e os atacantes Friedenreich e Neco. No comando técnico, uma comissão improvisada pelos jogadores Amílcar Barbuy e Arnaldo Silveira (capitão), além de Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vieira Netto. O dia 11 de maio de 1919  marcou a estreia da seleção brasileira e do estádio. Não poderia ter sido melhor: 6 a 0 sobre o Chile, com direito a três gols de Friedenreich.

Relatos e fotos da época dão conta de que o estádio estava lotado durante todas as partidas. Cerca de 18 mil pessoas cabiam confortavelmente nas arquibancadas. Os homens trajavam elegantes ternos e chapéus, as senhoras usavam seus melhores vestidos e adereços. Do lado de fora, uma multidão – que não tinha condições de pagar pelo caro ingresso – tentava ver a partida, subindo no morro das Laranjeiras ou se aglomerando próximo à redação do “Jornal do Brasil”, na Avenida Rio Branco (Centro da cidade), à espera do resultado. Independentemente do local em que estavam, todos puderam comemorar a segunda vitória, 3 a 1 na Argentina, no dia 18 de maio de 1919. Um novo show de bola da seleção.

Como os uruguaios também haviam vencido os seus dois primeiros jogos, o duelo contra os brasileiros no dia 25 de maio de 1919  era uma verdadeira final. A equipe celeste jogou de luto pela morte do goleiro Roberto Cherry. Uma semana antes, o arqueiro havia se chocado contra um jogador na partida contra o Chile e precisou fazer uma cirurgia, mas não resistiu. Apesar disso, o time adversário não perdeu o ânimo e chegou a abrir 2 a 0 no placar. Mas graças a Neco, o primeiro grande ídolo da história do Corinthians, o Brasil arrancou o empate heróico em 2 a 2. Como na época não havia decisão por pênaltis, uma segunda partida foi marcada para o dia 29 de maio de 1919.

Fonte:http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Memoria

NÃO PERCA AMANHÃ OS DETALHES DA GRANDE FINAL DISPUTADA NO DIA 29 DE MAIO DE 1919

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